Vinícius Pacheco

A crise Humanitária dos direitos sociais

Não é irônico? Aqui temos um caso, não de alguém pedindo mais liberdade, mas pedindo sua parcela de participação no Welfare State europeu e justamente por isso estão culpando as questões erradas: o capitalismo e não as estruturas sociais erguidas pelos defensores dos “direitos humanos e sociais”. Esse vídeo é um exemplo nítido de como a tentativa de criar uma sociedade ideal, é uma premissa para um conflito futuro com os direitos naturais.

No vídeo, apesar de sabermos a inclinação ideológica da Escritora Fatou Diome pelas suas falas, sua indignação é totalmente legítima, pois não está exigindo nada além do que os fundadores da social democracia sempre disseram ofertar: direitos sociais.

Também é razoável e óbvio que um certo nível de racionamento ou de escolha prévia será feita pela Universidade ou pelas instituições sociais por conta da limitação de recursos, sendo assim a Universidade que “rejeita” ou “deseja menos” um estudante não pode ser vista de forma categórica como uma instituição tomada pelo egoísmo ou de vontades maléficas. Ela apenas está respondendo aos estímulos que a economia e a sociedade estão oferecendo para essa instituição.

Mas essa é apenas a gota que fez o copo transbordar, diria o saber popular. Entretanto, qualquer pessoa que adquiriu algum conhecimento da Escola Austríaca de Economia sabe das prevísões desagradáveis que as distorções “positivas” da social democracia, invariavelmente, provocam:  algum tipo de racionamento e ou de filas de espera. Isso não se trata de oposição ideológica, mas de fatos que seguem se repetindo na história, seja com nome de socialismo, comunismo, social democracia ou uma “organização popular democrática humanitária social do arco-íris”. Brincadeiras a parte, hoje, assim como por muitos dias que virão, veremos nossos opositores do campo das ideias usarem o argumento de que o grande culpado é o capitalismo, que não foram as mentiras agradáveis contadas aos europeus, que ascenderam no início do século XX e se espalharam pelo continente europeu e pelo mundo afora como um modelo “humanizado” de capitalismo.

Que humanismo existe em barrar pessoas de circular ou de escolher onde irão desenvolver suas vidas?

Desde quando mais pessoas para um país é ruim para capitalismo e não para um modelo intervencionista?

As promessas de estendidos direitos sociais levaram ao inevitável, escassez e racionamento. Esse resultado não se trata exclusivamente da incompetência dos políticos europeus, mas dos cidadãos que creditaram esses políticos a esperança de executarem tarefas impossíveis. Nessas tarefas está a de oferecer gratuidade de serviços e ampla variedade de benesses sociais sem consequências econômicas.

As barreiras migratórias são exemplo de medidas que os Estados europeus necessitam para fornecer os serviços sociais a que historicamente se propuseram. A Europa, ao barrar a migração de cidadãos da África, da Síria e de outras regiões do mundo, trouxe aos holofotes da mídia grave drama social que por alguns tem sido distorcido para colocar em confronto o capitalismo e os direitos humanos. Essa crise humanitária deveria provocar, na verdade, reflexão sobre a sustentabilidade do Estado de bem estar social.

Mesmo com a repetição incessante desses fatos, ainda existem pessoas que são capazes de dizer que o capitalismo é o gerador do egoísmo. Entretanto, elas não enxergam que o direito de migrar que a escritora exige para si e seus semelhantes, é perfeitamente compatível com uma sociedade plenamente capitalista. Mas para a comunidade européia, isso se mostra uma ameaça aos “direitos sociais” ou privilégios outorgados pela social democracia.

A Europa está de tal forma corrompida pelos amplos “direitos sociais”, que pelo receio de não cumprir o impossível, toma atitudes que segregam os estrangeiros em “úteis” e “indesejáveis”, dessa forma, tornando-se o modelo de capitalismo “humanizado”.

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