Romário Becker Alcântara

O balão vai estourar?

Ele possui bastantes advogados públicos, que recebem caminhões de dinheiro para defendê-lo incondicionalmente – e com vantagens de uma carreira estável, prazos dilatados para recursar, e voto político no STF, se assim precisar. Nem o diabo tem tanto; inclusive, o diabo o inveja! Ademais, também, possui uma saraivada de doutrinadores jurídicos e de áreas afins (nas ciências econômicas, então, dispensa comentários) que sempre estão a contribuir à criação e sustentação de uma estranha “grande importância” enquanto existir.

Sem se esquecer de toda uma ala acadêmica para embasá-lo e propagá-lo dentro das salas de aula, do ensino fundamental ao pós-doutorado. Fora a mídia, que mediante paga de um graúdo jabá, tece glórias e louvores para quem estiver caudilhando no cargo.

Não obstante, é conhecido pelos libertários e liberalistas como o maior espoliador de toda história da humanidade. Os vikings e hunos, juntos, passam vergonha perto dele!

Uns preferem chamá-lo de “governo”, mas sai um governante, entra outro, e a situação continua a mesma, com poucas alterações – alguns nomes novos no Congresso, talvez a troca de legenda que vai governar a legislatura,… E as mesmas mentiras de sempre, com roupagem nova no velho pangaré que ele é, tudo isso bancado e pago com seu dinheiro, ‘contribuinte’.

Ele se chama “Estado”, e é venerado como se fosse uma religião não oficial (ainda), denominada assim de “Estatismo”. Defendido por muitos ‘asseclas’ e possuindo sacerdotes nos quatro cantos do mundo, o Estado, como ente (supostamente) “público” e abstrato, é sem dúvidas a seita mais venerada do globo todo.

Sendo defendido de modo enfático por todos os já supracitados anteriormente, além de toda ala da esquerda política, por corporativistas de grandes grupos econômicos (representados pelos lobistas, sempre a transitar nos corredores de Brasília), pelo funcionalismo público “ovelhinha” típico de qualquer repartição, e pelos ocupantes de cargos comissionados em qualquer esfera do governo, os seus membros costumeiramente dizem que ele possui uma função vital e essencial para o desenvolvimento social.

Pfff!

De fato, o Estado pode possuir funções importantes, até. Porém, não para o desenvolvimento; no máximo para uma administração do status quo. Veja que isso pode ocorrer como uma espécie de “mal necessário”, ou melhor dizendo, um Estado mínimo e eficiente, apenas. Pronto, de bom tamanho está. Para quê mais? Repito: Para quê?

Uma pergunta retórica que ficaria apenas a pairar no ar, se não fosse pelo fato de os já mencionados neste texto quererem inflá-lo mais e mais. Como um balão, uma hora isso estoura – e não há como saber em que exato instante ocorrerá. Arguem eles, nesta tal de “função social do Estado”, a todo tempo, em qualquer circunstância; se bem que esta função é análoga a uma fantasiosa função romântica do estupro: desnecessário, contraproducente e estupidamente equivocada.

Seguindo nesta linha de pensamento infrutífera, para tal “função social” (sic), eles defendem a manutenção da retirada por meio de um “débito automático” – vejam só que lindo eufemismo! – do seu suado salário para o Estado dar a quem ele bem queira entender; e muitas vezes, seu dinheiro é aplicado da forma mais incorreta possível.

Isso que acabei de dizer agora é apenas uma explicação leviana sobre o que ocorre com o Imposto de Renda. Vale lembrar, meus caros, dos outros 84 impostos – sem contar as “contribuições”, taxas, et caterva… Ou seja: os estatistas não aprenderam que não há pessoa que saiba gastar melhor o próprio dinheiro do que o próprio indivíduo.

Entretanto, vai explicar isso, vai!… Creio que deve ser algum problema mental desse pessoal: achar que o Estado vai dar tudo, que haverá “serviços públicos, gratuitos e de qualidade”, que o “Welfare State” é a última crista da onda… Bem, senhores, como bem se há de saber, e parafraseando Milton Friedman, “não existe coisa alguma que seja genuinamente grátis”!

Ao invés de fomentarmos uma cultura empreendedora, que pense para frente, que desenvolva os atuais meios de produção, agregando valor ao fator mais precioso da produção – o ser humano –, e somente vislumbrar o público como um suplemento acessório para o privado, só conseguimos, ao presente instante, justamente o contrário.

Quantos de vocês nunca se sentiram tenteados a ficar escorado em um empreguinho público qualquer pelo restinho da vida de vocês? Quem nunca? Que atirem a primeira pedra!

Enfim, essa “religião” é devastadora: não corrobora coisa alguma para o indivíduo, e só o torna mais dependente do que o Estado caga de regras por aí. É uma bomba-relógio para o futuro do Brasil, e de qualquer outra que sofra dos mesmos males que as da nossa (“Venezuela diz: oi!”). No entanto, como já visto, esta mesma continua grande e em franca expansão – e parece não cessar. Aonde isso vai parar? Quando o balão vai estourar? Ainda nos resta agir, ainda é tempo. Não agir é dar como certo que isto irá explodir – e da pior maneira imaginável.

Gostou? Leia também Onde houver (excesso de) governo, que se seja contra.

Romário Becker Alcântara é estudante de Direto da UNIJUÍ e colabora para o site do Clube Farroupilha.

As informações, alegações e opiniões emitidas no site do Clube Farroupilha vinculam-se tão somente a seus autores.

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