Débora Góis

Por que Steve Jobs não é brasileiro?

A relevância brasileira na ciência e na tecnologia: por que Steve Jobs não é brasileiro?As Universidades brasileiras formam cada vez menos jovens empreendedores. É muito mais comum pessoas fazendo cursos de graduação para prestar concurso público. Questiono aqui: onde estão as mentes brilhantes do Brasil? Buscam a estabilidade financeira sem se dar conta que seriam elas a oportunidade de termos um país com mais lideranças no mundo dos negócios. Imagine um Brasil com 80% de jovens interessados em produzir algo novo, de inovar em setores pouco explorados, buscando alternativas para problemas que envolvam novas tecnologias na saúde, ciência, no transporte, na estrutura educacional…

Quantos de nós são estimulado em sala de aula (principalmente em cursos de graduação como Economia, Administração, e afins) a imaginar como um investimento bem pensado e planejado a curto ou longo prazo é a saída para muitas falhas administrativas de governo? Como e quando foi que o empreendedorismo virou sinônimo de exploração?

Vamos a definições mais coerentes: capitalista é aquele que detém o capital e meios de produção. Empreendedor: sua tarefa é elaborar, executando algum plano de investimento.  O socialismo, através da popularização de termos, associa diretamente essas duas palavras à opressão da classe trabalhadora. Mas os capitalistas e empreendedores não são trabalhadores também? Não correm riscos de falir, fracassar em seus negócios? É um risco muito válido você se dedicar a produzir algum produto no mercado, incentivar outras pessoas a criarem meios alternativos de consumo. O espírito empreendedor gerou mais empregos, riquezas, mais pesquisas e descobertas para a Medicina, para as Engenharias e muitas outras áreas de conhecimento.

 Segundo Marcia McNutt, editora-chefe da Science, (uma das maiores revistas científicas do mundo):

“A ciência brasileira precisa ser mais corajosa e mais ousada se quiser crescer em relevância no cenário internacional. Para criar essa coragem, diz ela, é preciso aprender a correr riscos e aceitar a possibilidade de fracasso como parte natural do processo científico. Quando as pessoas são penalizadas pelo fracasso, ou são ensinadas que fracassar não é um resultado aceitável, elas deixam de arriscar”, argumenta Marcia. E quem não arrisca, diz ela, não produz grandes descobertas – produz apenas ciência incremental, de baixo impacto, que é o perfil geral da ciência brasileira atualmente.”

Resumindo essa associação com o texto é necessário para avançarmos em ciência mais empreendedorismo e vontade de arriscar em novos negócios e pesquisa. Para progredirmos também em muitos outros pontos que brasileiros pouco se destacam no cenário internacional (onde estão nossos nossos prêmios Nobel?), acredito que temos a grande chance de formarmos mais Santos Dumont Brasil afora.  Produzimos muitas mentes brilhantes que são aprisionadas em concurso públicos.  A saída pra isso tudo é vermos o empreendedorismo com outros olhos – vermos como a grande chance de crescermos e produzirmos mais riquezas, quebrando paradigmas criados por uma linha ideológica (e religiosa) sem sentido e fora de contexto, de que criar mais riqueza é pecado.

Débora Góis é acadêmica de Economia na Universidade Federal de Santa Maria, e escreve todos as sextas-feiras para o site do Clube Farroupilha.

As informações, alegações e opiniões emitidas no site do Clube Farroupilha vinculam-se tão somente a seus autores.

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Categorias:Débora Góis, Destaque

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